Época
Reino dividido
c. 930 a 586 a.C.
Israel ao norte e Judá ao sul; os profetas chamam o povo de volta.
O que acontecia no mundo
A Assíria se torna o império que todos temem: cobra tributo, deporta povos e destrói Samaria em 722 a.C. Depois a Babilônia a substitui e, em 586 a.C., toma Jerusalém.
O que isso muda na leitura
Amós denuncia quem deita em camas de marfim (6:4) e vende o pobre por um par de sandálias (2:6), e os marfins achados em Samaria mostram que a crítica era literal. Em 2 Reis 18:26-35, o enviado assírio fala em hebraico para a muralha, e o discurso é propaganda de guerra: é a mensagem de um império que já derrubou outros deuses. Os baixos-relevos de Laquis, do palácio de Senaqueribe em Nínive, mostram o cerco de 701 a.C. Quem lia Naum 3:1 pensava na crueldade assíria, que era concreta.
Quem mandava
Jeroboão I, primeiro rei do reino do norte; instalou bezerros de ouro em Betel e Dã
1 Reis 12:20
Acabe, rei de Israel, casado com Jezabel, adversário do profeta Elias
1 Reis 16:29-33
Tiglate-Pileser III, rei da Assíria que tomou territórios de Israel e deportou gente
2 Reis 15:29
Salmaneser V, rei da Assíria que sitiou Samaria
2 Reis 17:3-6
Ezequias, rei de Judá, reformador, que resistiu a Senaqueribe
2 Reis 18:1-8
Senaqueribe, rei da Assíria que atacou Judá em 701 a.C.
2 Reis 18:13
Josias, rei de Judá que reformou o culto depois de achado o livro da lei
2 Reis 22:1-2
Política
Israel e Judá eram reinos pequenos entre grandes forças: Egito, Arã e, cada vez mais, a Assíria. O norte cai em 722 a.C. e parte do povo é deportada. Judá sobrevive pagando tributo e escolhendo, às vezes mal, entre aliados.
Economia
A Assíria cobrava tributo em prata e produtos e controlava as rotas. Em Israel e Judá, havia comércio de azeite, vinho e grãos, e uma elite rica ao lado de camponeses endividados que perdiam a terra.
Religião ao redor
O culto a Baal, a Aserá e a deuses assírios convivia com o de Javé. Os profetas cobram fidelidade e justiça: criticam os altares em lugares altos e a injustiça social. Jerusalém, com o templo, é o centro do culto em Judá.
Cotidiano
Aldeias de agricultores, casas de pedra, cisternas e a ameaça de guerra. Quem era capturado ou fugia virava refugiado, e Samaria, rica em marfins e vinho, contrastava com o campo.
O que se debate
A cronologia dos reis de Israel e Judá, com anos de reinado que se sobrepõem, tem mais de uma solução proposta, como as de E. Thiele e de G. Galil. Também se discute o alcance das reformas de Ezequias e de Josias e a datação de partes de Isaías.
Fontes: J. Bright, História de Israel; A. Mazar, Archaeology of the Land of the Bible; I. Finkelstein e N. A. Silberman, The Bible Unearthed (2001).